HVU encaminha 41 animais silvestres ao CETRAS de Patos de Minas para reabilitação

Ao todo, foram transferidos 41 animais, sendo 32 aves, seis répteis e três mamíferos
O Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da Uniube (HVU) realizou, na última quarta-feira (29), o primeiro encaminhamento de animais silvestres de 2026 ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) de Patos de Minas (MG). Ao todo, foram transferidos 41 animais, sendo 32 aves, seis répteis e três mamíferos, para a continuidade do manejo, reabilitação e posterior soltura, conforme critérios técnicos e ambientais.
Os animais encaminhados são provenientes de diferentes ocorrências de recolhimento e atendimentos realizados pela Polícia Ambiental e pelo Corpo de Bombeiros Militar. Antes do transporte, todos passaram por triagem e avaliação clínica no HVU, com estabilização e cuidados de suporte. Exames complementares, como avaliações por imagem e exames laboratoriais, foram realizados sempre que indicados, de acordo com a condição de cada indivíduo, para embasar a conduta clínica e garantir segurança no manejo.
“Este é o primeiro encaminhamento de animais silvestres em 2026. Novamente, o número de aves é expressivo, o que evidencia a recorrência de ocorrências envolvendo esse grupo. Este envio inclui também dois filhotes de jaguatirica e um filhote de bugio, sendo este último um caso especialmente sensível, por se tratar de um animal extremamente jovem, recolhido após a mãe ir a óbito em um atropelamento no município de Frutal. Atender, cuidar e reabilitar esses animais no HVU é parte da nossa missão técnica, ética e educativa, e esperamos que todos tenham um destino adequado na natureza”, avalia o médico-veterinário responsável pelo Setor de Animais Silvestres do HVU, professor Cláudio Yudi.

Entre os casos de destaque está o encaminhamento dos dois filhotes de jaguatirica e do filhote de bugio, que seguirá no CETRAS com acompanhamento especializado para reabilitação e avaliação de condições para futura soltura.
O HVU reforça que animais silvestres não devem ser mantidos em casa e que qualquer tentativa de manejo sem orientação técnica pode causar estresse, ferimentos e riscos sanitários tanto para o animal quanto para as pessoas. Ao encontrar um animal silvestre em situação de risco, a recomendação é não tentar capturá-lo, manter distância segura e acionar imediatamente a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros Militar para o recolhimento e encaminhamento adequados.
Carolina Oliveira | Universidade do Agro